Borboleta Zebra e Melanargia Occitanica

Por • 22 Abr , 2009 • Categoria: Fauna da região

Tanto a borboleta zebra – Iphiclides feisthamelii como a Melanargia occitanica são duas espécies que podem ser observadas na nossa região.

As borboletas são insectos da ordem Lepidoptera.

Têm dois pares de asas membranosas cobertas de escamas e peças bucais adaptadas à sucção.

Distinguem-se das traças (mariposas) pelas antenas rectilíneas que terminam numa bola, pelos hábitos de vida diurnos, pela metamorfose que decorre dentro de uma crisálida rígida e pelo abdómen fino e alongado.

As borboletas são importantes polinizadores de diversas espécies de plantas.

O ciclo de vida das borboletas engloba as seguintes etapas:

1.  ovo;
2. larva, chamada também de lagarta ou taturana;
3. pupa, que se desenvolve dentro da crisálida (ou casulo);
4 .fase adulta;

Borboleta zebra em repouso

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A característica mais notável dos lepidópteros é a existência de escamas sobrepostas nas asas, daí o nome (em grego, lepis significa – escama e pteron – asa).

Quem já teve na mão uma borboleta deve ter reparado no pó fino que se desprende das asas, mais não sendo do que fragmentos das escamas.

A borboleta zebra pode observar-se em todo o território nacional

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Cada escama tem uma única cor, sendo a sua coloração responsável pelos padrões e pelas cores brilhantes que exibem, devida a diferentes tipos de pigmentos e à micro-estrutura das próprias escamas.


Uma grande percentagem de borboletas possui ocelos (falsos olhos) nas suas asas, principalmente as espécies de grande tamanho.


Geralmente surgem apenas numa das faces da asa e apresentam cores brilhantes e apelativas, localizando-se o mais afastados possível das principais nervuras sustentadoras da asa e dos órgãos vitais.

Os ocelos na parte inferior da asa

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A  explicação mais aceite para a existência destes “falsos olhos”,  é a de que constituem um método de enganar, incitando o predador a atacar estes pontos brilhantes e evidenciados, permitindo ao insecto sair quase ileso destes ataques.

Assim, é habitual observar borboletas com as asas rasgadas, em virtude dos sucessivos ataques a que sobreviveram com sucesso.

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